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Perigos Domésticos - Afogamento

Dando continuidade a nossa série de artigos sobre “perigos domésticos” , falaremos agora sobre afogamento. Infelizmente é com certa frequência que chegam ao nosso conhecimento histórias de peludos que se machucaram seriamente, ou até de donos que perderam seus amados companheiros em função desses acidentes. Só quem já passou por um pesadelo desses pode dimensionar a dor dessas famílias, e por isso decidimos escrever esta série, para alertar e ajudar a prevenir esse tipo de tragédia.

Selecionamos os principais acidentes domésticos observados ao longo dos anos de trabalho das nossas treinadoras da LordCão. São eles: choques (Edição #44), afogamento, quedas e envenenamento. Em breve, teremos um LordCão News para cada um dos dois outros perigos.
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Ah o Verão! Sol, calor e muita ÁGUA. É tempo de aproveitar o bom tempo e se refrescar. Há quem prefira a piscina de casa, outros escolhem a praia, ou ainda um lago ou cachoeira. E com este clima tropical nossos peludos merecem – e precisam – se refrescar também. Mas com tanta água acidentes acontecem (em qualquer época do ano) e devemos tomar o máximo de cuidado para evitá-los.

Os casos de afogamento, infelizmente não são raros, e por isso devemos ter atenção redobrada com nossos cães.

A curiosidade é inerente ao cão e durante essa incessante busca de novidades, os pequerruchos muitas vezes acabam caindo dentro da piscina ao explorar a área externa da casa, com seus focinhos grudados ao chão. E quando caem acidentalmente numa piscina se assustam, ficam nervosos, começam a nadar sem parar e, sem a tranqüilidade necessária, não conseguem achar os degraus da piscina (quando tem), ficando exaustos de tanto nadar acabam se afogando. A experiência dos cães adultos conta sim, quando falamos em acidentes na piscina, mas nem todo cão percebe o perigo que o cerca.

Se o cão puder aproveitar a piscina de casa, devemos mostrar a ele como entrar e como sair dela e de preferência ensiná-lo a fazê-lo somente sob nosso comando. Para isso podemos usar petiscos, brinquedos ou mesmo a guia. Com os brinquedos e petiscos incentivamos o cão a seguir para a direção da rampa ou escada; com a guia damos uma “forcinha extra”, puxando levemente e indicando o caminho. Chegando à rampa ou escada (a escada é um pouco mais difícil) estimulamos o cão para que ele suba no degrau e saia da piscina – aqui vale dar uma ajudinha apoiando as patas dele degrau por degrau – e assim que estiver do lado de fora da piscina, recompensar com petiscos e muito carinho. Esse processo deve ser repetido diversas vezes até ter certeza de que ele está saindo com facilidade e segurança, sem necessidade de nenhuma ajuda.

Prevenir é sempre melhor que remediar e devemos nos cercar de todo o cuidado para que a piscina, o mar, a lagoa sejam somente lugares de alegrias para nós e nossos cães.

O que podemos fazer?

1 • Piscina:

- Podemos evitar que o cão tenha acesso à piscina, quando não estamos por perto, instalando uma lona ou rede rígida por cima da piscina. Porque rígida? Para que ele não acabe sendo “sugado” para o fundo da piscina preso no meio da lona caso ela arrebente ou se solte. Os fabricantes alertam que a lona não é um item de segurança e somente evita a queda de cães de pequeno porte.
- Para os grandões, ou para maior segurança de todos, podemos cercar a piscina com uma tela ou grade (atenção para a altura) para impedir o acesso à área.
- O ideal é que a piscina tenha degraus largos, de alvenaria ou fibra, que possibilitem o cão entrar e sair da água sem esforço. Mas caso não possua tais degraus, existem hoje diversos tipos de plataformas ou rampas feitas especialmente para os cães. Essas rampas são fabricadas com texturas que deixam a superfície não escorregadia e são feitas na cor branca, para que o cão enxergue com facilidade tanto de dia quanto de noite.Elas devem ser fixadas num canto ou lateral da piscina (dependendo do modelo).
- Existem também plataformas que são acopladas àquela escadinha da piscina. Elas funcionam como um degrau largo para os peludos e facilitam a saída de água. Neste caso, assim como no das rampas, é muito importante ensinar o peludo como sair da piscina por elas.
- Uma opção radical para o dono que não quer arriscar que o peludo caia na piscina na sua ausência, é colocá-lo no canil, ou em outra área completamente cercada e afastada, enquanto ele estiver fora.

2 • Mar, Lago:

- Sempre que for levar seu peludo para a praia certifique-se que ele esteja sempre perto de você e que não vá se aventurar sozinho no meio das ondas.
1. Se a diversão é em alto mar (vale para lagos e lagoas), vale à pena usar o colete salva-vidas. Existem diversos modelos para os pets.
2. Jogar bolinha na água para ele buscar é um ótimo exercício, mas lembre-se que a exaustão pode levá-lo a se afogar antes de alcançar a margem/areia, então pare a brincadeira quando ele começar a ficar cansado.

3 • Cachoeira:

- O perigo das cachoeiras é tanto para os peludos quanto para seus donos. Todo cuidado é pouco onde existem pedras, água e grandes alturas. Os escorregões são recorrentes e as quedas d’água perigosas. O uso do colete nos lagos e poços é importante.

É essencial lembrar que nem sempre os peludos têm consciência do perigo e como donos devemos nos antecipar aos acidentes. Um cuidado especial vale para os pequetitos pois num piscar de olhos os perdemos de vista. Toda atenção é pouca e todo treinamento é importante. Depois de tomar todos os cuidados o que nos resta é aproveitar o clima e brincar muito com nossos cães, seja na piscina, no mar ou na lagoa!

Kátia Aboim
LordCão Treinamento de Cães
www.lordcao.com

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